O blog feito para as noivas do interior de São Paulo
ESPECIAL: INTERIOR DE SP
Especial Interior de SP
Tips For Bride

Profissionais que Amamos – Mari e Hiran, do Acústico ao Vivo

Trabalhar com casamentos é mais do que uma profissão. Além da carreira e da questão financeira, é um exercício que exige muita dedicação e amor. Mais do que qualquer outra área, estamos falando de profissionais que são absolutamente encantados por esse universo mágico dos casamentos. Fazer parte do sonho das pessoas e ajudá-las a viver esse momento intensamente faz parte da rotina do Acústico ao Vivo.

Confira entrevistas com outras empresas de casamentos em: Profissionais que Amamos

música para casamento no formato voz e violão com acústico ao vivo
Israel Lira

A Mari e o Hiran são um casal lindo, talentoso e extremamente querido que tivemos o prazer de conhecer. Eles são intensos, trabalham há anos com música para casamento e ainda têm muitos sonhos a realizar. Desde que conhecemos de perto essa história linda e cheia de surpresas boas, estávamos ansiosos para dividir tudo com vocês. Se você já acompanha o trabalho deles e também é apaixonada por tudo do Acústico ao Vivo, prepare-se para se encantar ainda mais. Se você ainda não os conhece, aproveite a oportunidade para saber TUDO sobre esse casal tão especial.

Como vocês se conheceram e como surgiu a ideia do Acústico ao Vivo?

Eu e o Hiran nos conhecemos num karaokê. Ironias da vida, né? Eu trabalhava no mercado corporativo e fazia faculdade de marketing à noite. A gente fazia comemorações de empresas depois do expediente nesse lugar. O Hiran sempre trabalhou com música, ele era vocalista e guitarrista de uma banda. Nessa época, ele queria fazer voz e violão em barzinhos para trabalhar sozinho e começou a trabalhar como sonoplasta nesse karaokê. Foi nesse intermédio que a gente se conheceu. Toda quarta-feira, as minhas aulas na faculdade acabavam mais cedo e ia com uma amiga no karaokê. Nós nos conhecemos através de um amigo em comum no final de 2002. Até então, nunca tinha passado pela minha cabeça cantar profissionalmente. Eu ia para me divertir, era uma coisa que eu amava fazer.

Depois que a gente se conheceu, nós começamos a perceber que a gente tinha afinidades musicais muito grandes. Ele cantava músicas que eu gostava e eu também cantava músicas que ele adorava – e que não eram nada óbvias. Eu gostava de cantar Shania Twain e grupos de rock antigo que ninguém conhecia. Isso logo chamou a atenção dele pelo fato dele entender bastante de música. A gente começou a se aproximar e a nossa conversa era sobre música. Foi amor ao primeiro ouvido, eu sempre brinco.

música para casamento no formato voz e violão com acústico ao vivo
Israel Lira

Foi um processo bem rápido, eu trabalhava no mercado corporativo e não tinha nada a ver com música. Cantava mesmo por hobby, por amor e por paixão à música. Um dia, ele falou que estava começando a trabalhar em barzinhos com uma carreira solo. Algumas vezes, ele me convidou para ir nos barzinhos que ele tocava em Pinheiros e em Moema. Na época, tinha um bar bem famoso que se chamava Elefante Bar. Foi nesse bar que eu fui vê-lo pela primeira vez cantando e tocando ao vivo. Em uma dessas vezes, ele me chamou para cantar ao vivo com ele. Deu aquele frio no estômago! Nós começamos a nos aproximar mais pela música e porque a gente percebeu que a gente tinha tanta afinidade um com o outro.

Realmente, a gente foi se apaixonando por muitas coisas que a gente tinha em comum. Foi muito rápido! Começamos a namorar em outubro de 2003 e fomos morar juntos em abril de 2004. Foi uma loucura, em seis meses, a gente já estava morando juntos. Mas eu nunca deixei o mercado corporativo. Nós nunca falamos: vamos começar a trabalhar juntos. Foi uma coisa que foi acontecendo, eu trabalhando paralelamente e indo para os barzinhos cantar com ele. Ao longo do tempo, nós fomos desenvolvendo juntos essa paixão por música e descobrindo que a gente tinha essa grande afinidade vocal. As pessoas falavam que a gente se entrosava muito bem vocalmente. Foi um casamento de vozes em primeiro lugar. Brinco com ele que a gente primeiro casou na voz – e depois veio o resto!

Em que momento vocês começaram a trabalhar com casamentos?

Eu continuei trabalhando no mercado corporativo e cantava com ele todas as noites. Sempre de uma forma natural. O primeiro casamento que a gente fez foi em 2005. Nessa época, a música ao vivo no formato acústico ainda não era tão comum nas cerimônias. Os casais ainda usavam muito coral em igreja e banda na festa. O acústico ainda não estava muito em evidência nessa época. A gente foi desenvolvendo isso e atendendo esses casais alternativos, que não queriam o estilo clássico do coral, nem a banda na festa. Eram casais que buscavam pelo formato que conhecemos hoje: algo mais intimista.

música para casamento no formato voz e violão com acústico ao vivo
Bianca Ramos

Nessa época, nós usávamos os barzinhos como vitrine do nosso trabalho para conhecer pessoas novas e também ser conhecidos. Ainda não tinha essa percepção do mercado. Foi apenas em 2008 que nós começamos de fato a trabalhar com casamentos, um atrás do outro. Até então, eram casamentos esporádicos no meio das apresentações ao vivo e dos eventos corporativos. A partir de 2008, eu parei de trabalhar no mercado corporativo e criamos a empresa Acústico ao Vivo Produções. A partir daí, eu tinha mais tempo para me dedicar e começamos a atuar com mais força no mercado de casamentos. Começamos a fazer muitos casamentos fora de São Paulo, especialmente no campo e no interior do estado.

Nós percebemos essa carência de alguns casais que gostavam de um repertório diferente e queriam fugir da questão do clássico – seja do coral da igreja ou da banda completa. Muitos casais procuravam pelo nosso trabalho para montar um trabalho personalizado. Dentro do voz e violão, a gente poderia fazer formações acústicas para interpretar as músicas que os noivos mais gostavam – e que os corais e orquestras não atendiam. A gente pegou esse segmento de casais e começou a personalizar as cerimônias, mesmo sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Não foi uma coisa pensada, foi acontecendo naturalmente.

O que mais os inspira vocês? Quais as suas principais referências musicais?

A gente sempre gostou muito de repertório internacional. As nossas referências musicais sempre foram Beatles, Elvis e bandas de rock clássico. No começo, como a gente chegou nos barzinhos com um repertório diferenciado, a gente acabou chamando a atenção dos casais que pensaram em ter isso no mercado de casamentos. Fomos um dos primeiros grupos de música que começou a trabalhar com cajón, um instrumento que as pessoas não faziam nem ideia do que era naquela época. A gente começou a fazer coisas diferentes e a trabalhar com instrumentos diferentes para atender não apenas os barzinhos, mas também os eventos particulares – e os casamentos também.

No começo de 2010, o Hiran pediu para trazer direto do Havaí um instrumento que se chama ukulele. Hoje, todo mundo toca e é super fácil de encontrar nas lojas de instrumentos. O Hiran encomendou e veio de fora do país. Foi um dos primeiros instrumentos que teve no Brasil. A gente sempre fez essa pesquisa e sempre foi atrás de coisas diferentes. Hoje em dia, é muito mais fácil de ver grupos de casamento com instrumentos acústicos e mais diferentes. É algo que a gente usa há mais de 10 anos. A gente sempre gostou de inserir músicos nas nossas formações…

música para casamento no formato voz e violão com acústico ao vivo
Israel Lira

O Samuel que sempre está com a gente toca gaita, flauta e sax. A gente traz o violino com uma roupagem mais pop para fazer músicas mais atuais – e fugir dos clássicos. A gente tenta trazer músicos que tenham a ver com o nosso estilo, que agreguem o nosso repertório e consigam ser flexíveis nesse estilo mais alternativo para agradar os noivos.

Existe algo que considerem a marca registrada do Acústico ao Vivo?

A nossa marca registrada desde o início – há mais de 15 anos – sempre foi o fato dos dois cantarem. Nós sempre exploramos o dueto vocal, em que os dois abrem voz. Abrir voz é trabalhar nos arranjos das músicas para que os dois cantem numa música que seria solo, por exemplo. Os dois cantam, os dois exploram bastante essa questão vocal e os arranjos das músicas.

Qual o momento mais emocionante da carreira de vocês?

Sem dúvidas, foi o casamento que fizemos na Grécia no ano passado. Foi uma conquista muito importante pra gente esse destination wedding. Outro momento especial foi a viagem que fizemos para a Itália em 2016 em que a gente pode tocar em lugares marcantes como Coliseu, Veneza e Toscana.

No Brasil, nós já tocamos de norte a sul e isso foi uma grande conquista pra gente. Começamos a fazer em Minas Gerais, depois a gente foi para o Sul, depois fomos para o Nordeste e para o Norte. Essa coisa de levar a nossa música para outros lugares foi uma conquista muito importante. A partir daí, a gente queria sempre ir mais longe. Essa conquista de fazer esse casamento na Grécia, de fazer ensaio de fotos e gravar alguns vídeos fora do país, em Santorini. Foi tudo muito importante pra gente. É tudo que sempre quisemos: tocar em lugares diferentes, fazer casamentos cada vez mais inusitados. Isso nos motiva também a querer explorar novos horizontes.

música para casamento no formato voz e violão com acústico ao vivo
Bianca Ramos

Posso ser sincera? Momentos emocionantes, a gente tem toda semana. É exatamente isso que mais nos encanta nos casamentos, que toda vez a gente vivencia uma emoção diferente. A gente conhece famílias diferentes, casais diferentes, realizações diferentes, histórias diferentes. Acho que isso que nos move. É ter, cada final de semana, um casal, uma história, uma trilha sonora diferente, uma música que emociona uma noiva mais do que outra. Determinada música que marca mais para uma, e não para outra. Isso é muito interessante! É também um combustível pra gente, saber que a gente realiza sonhos e transforma esses sonhos em música, em uma coisa que não é palpável. Você não consegue pegar, você só consegue sentir.

Você saber que tocou essa pessoa por esse sentimento musical – que você tocou uma música e ela emocionou uma pessoa – não tem preço para gente. Isso é o que mais nos desafia. O nosso maior desafio é manter sempre esse objetivo, de nunca se acomodar, é sempre tentar trabalhar de outras formas, estudar mais, se dedicar mais, consertar os nossos erros…

Nós somos muito críticos com a gente mesmo. Cada casamento que a gente faz, a gente conversa muito. Nós sabemos onde estão as nossas falhas e a gente sempre quer melhorar aquilo. A gente nunca fala “foi ótimo, foi perfeito”. Os noivos chegam para a gente e falam que foi perfeito! A gente nunca está satisfeito com o casamento, a gente sempre acha que podemos melhorar. Esse é um ponto bem forte de nós dois, a gente nunca se acomoda com uma situação. Estamos sempre querendo inovar, melhorar, pensando sempre numa forma da gente fazer o trabalho personalizado e diferenciado.

música para casamento no formato voz e violão com acústico ao vivo
Bianca Ramos

Daqui a cinco ou dez anos, como você vê o Acústico ao Vivo?

É sempre um desafio imaginar nós dois num futuro. A gente não consegue se imaginar de outro jeito que não seja cantando. Seja em casamentos, seja em eventos, seja em restaurantes ou seja em corporativos. A gente se vê sempre cantando em comemorações, em momentos felizes e de festa. Estaremos sempre nos vendo dessa forma. Quando estivermos mais velhos, não sei se vamos nos enquadrar nesse público de casamentos, talvez mude um pouco. Talvez o nosso perfil mude também por conta de uma outra fase da nossa vida.

Hoje, a gente administra quatro restaurantes da rede Coco Bambu com a música ao vivo. Ou seja, a gente conhece e se relaciona com muitos músicos. Por isso que a gente está sempre descobrindo talentos novos, sempre trabalhando com gente nova. É uma reciclagem do nosso trabalho. Futuramente, a gente vai trabalhar com produção musical, com agenciamento, como produtora mesmo. Nós já somos uma produtora musical. Mesmo que a gente – eu e o Hiran – não esteja trabalhando tanto em casamentos, nós estaremos participando de alguma forma. Ou seja, trabalhando com equipes que estarão nos representando, que vão dar continuidade ao nosso trabalho.

Conte um pouco dos bastidores do Acústico ao Vivo.

O nosso dia a dia é bem corrido. A partir do momento que a gente fecha com os noivos, a gente já tem um primeiro contato com eles. Os noivos já conheceram nosso trabalho de alguma forma. Seja por vídeo ou seja pessoalmente através de um outro evento que a gente tenha tocado. A partir desse momento, a gente tenha deixá-los à vontade para que eles possam escolher o repertório do casamento. Nós temos uma lista muito grande de sugestões, são quase 700 músicas de vários estilos. Isso ajuda bastante os noivos na hora de escolher aquela música que eles gostam mais. Ou seja, a gente consegue traçar um perfil dentro do que os noivos gostam.

música para casamento no formato voz e violão com acústico ao vivo
Israel Lira

Os noivos vão passando um pouco da personalidade deles e a gente vai moldando esse nosso enorme repertório dentro do que eles gostam. No coquetel, a gente sempre fala para eles deixarem essa parte com a gente. Nós temos mais experiência em fazer receptivo, em que você precisa agradar todo mundo. A gente não gosta muito de ficar engessado numa lista que os noivos escolhem porque eles vão puxar para o que eles gostam. Isso funciona para a cerimônia, mas na festa – no coquetel ou no jantar – a gente precisa ser um pouco mais democrático. Ou seja, a gente sugere que deixem isso com a gente que tem mais experiência.

Durante a semana, nós nos preparamos, estudamos as músicas. Mesmo com um repertório grande, muitas vezes os noivos escolhem músicas que são importantes para eles e que não fazem parte da nossa lista. Daí, a gente estuda a música, vê se ela vai ficar legal com a formação que o casal escolheu, se precisa de mais algum elemento para essa música ficar melhor. Esse é um trabalho que a gente faz bem próximo dos noivos.

Nós sempre gravamos e mandamos os trechos dos ensaios para que os noivos acompanhem. Chamamos isso de degustação para que eles tenham uma ideia. Geralmente, isso acontece com 15 dias de antecedência da data do casamento. Eles adoram receber! Vamos acertando e alinhando os últimos detalhes das músicas escolhidas para ver se eles gostaram e se eles querem acrescentar alguma coisa. É um momento de fazer os últimos ajustes.

música para casamento no formato voz e violão com acústico ao vivo
Israel Lira

Quando os noivos escolhem uma uma música nova, a gente aproveita para colocar aquela música em ação. Como tocamos todos os dias da semana, dá para ver como ela fica, se o público gosta e como as pessoas reagem. Não deixa de ser um exercício. Essa apresentação ao vivo diária é também o nosso cartão de visitas. Isso favorece e nos ajuda muito também a construir a nossa imagem. É uma rotina bem corrida, mas é um trabalho que a gente ama muito e que se torna muito prazeroso. Eu trabalho 18 horas por dia, muitas vezes, cantando e depois no escritório. É um trabalho bem cansativo, mas é gostoso, é muito prazeroso. A gente respira música, todos os momentos, toda hora.

Quais são as formações musicais possíveis com o Acústico ao Vivo?

O Acústico ao Vivo é a Mari e o Hiran, essa é a nossa base. O Hiran fazendo voz, violão e ukulele e eu fazendo voz e ritmos, além de um pouco de percussão. A partir daí, a gente tem formações musicais com trio, quarteto, quinteto ou sexteto para casamentos. As cerimônias têm sido com trio ou quarteto, no máximo. A formação do trio é sempre nós dois e o Samuel. Ele toca três instrumentos de sopro, que é gaita, flauta e sax. Esse conjunto tem uma sonoridade muito interessante porque é um trio que vale por seis porque ele toca três instrumentos diferentes.

Tentamos maximizar para que essa formação fique mais completa e preenchida. Cada um faz mais de uma coisa e isso torna o nosso trabalho diferenciado nesse sentido. Muitas vezes, você vê grupos musicais em que o rapaz só toca violão, o outro só canta e o outro só toca o violino, por exemplo. Então, você limita um pouco mais. No nosso caso, sempre trabalhamos com músicos que tocam mais de um instrumento. Isso enriquece a harmonia do grupo e a parte musical fica mais rica.

Até hoje, foram pouquíssimas que dissemos para os noivos que determinada música não se encaixaria muito bem na formação acústica. Na grande maioria das vezes, a gente consegue adaptar e fazer uma releitura acústica de alguma música que os noivos achavam que era impossível de fazer. Nós atendemos um noivo que adorava samba / pagode e é algo que a gente não tem em nosso repertório, não tem nada a ver com o nosso estilo. É uma música que se chama Graça, do Exaltasamba. Se você ouvir a música normal, é um pagode e a gente a transformou numa música romântica com voz, violão e violino e eles amaram. Deu super certo! Nunca tivemos problemas com noivos nesse sentido. Eles confiam muito no nosso trabalho e na nossa avaliação e do jeito que a gente executa as músicas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Tips For Bride

Noiva

Planejamento

Cerimônia e Festa

Especial: Interior de SP
Casamentos Reais

Colunistas

Guia de Fornecedores

Tips For Bride Tips For Bride Tips For Bride
Tips For Bride