O blog feito para as noivas do interior de São Paulo
DressGo
Tips For Bride

História das alianças de casamento: Significados e tradições

Séculos atrás, muito antes de existir a cerimônia do casamento como conhecemos hoje, a troca das alianças entre os casais já era uma tradição para consagrar o amor eterno. Hoje em dia, são inúmeras as versões sobre o significado e a história de como surgiram os primeiros tipos de alianças. Cada país ou cultura diferente traz uma crença e, seja qual for o costume, são aneis que simbolizam a lealdade e a fidelidade entre os noivos. Nós pesquisamos sobre as diversas particularidades e sobre a história das alianças em vários países e gostaríamos muito de compartilhar com vocês todas essas curiosidades. Vamos lá?

Para nós, ocidentais, fica sempre a impressão de que usar alianças douradas no dedo anelar da mão esquerda após o casamento é algo universal. Apesar de ser uma tradição antiga, elas carregam diferentes significados e costumes, tudo depende basicamente da cultura e do país de origem. A palavra vem do latim alligare, que remete à união, no sentido de um pacto ou acordo. Os primeiros registros históricos do uso das alianças datam da época do Egito Antigo, há mais de três mil anos antes de Cristo. Há alguns anos, historiadores também descobriram que até mesmo os neandertais já faziam os seus pactos de amor. Os homens amarravam galhos e grama nos tornozelos ou nos pulsos de suas esposas como um sinal de lealdade. Eles também acreditavam que a prática faria com que a alma da mulher permanecesse intacta, mantendo-a viva por mais tempo.

Osso, couro e marfim eram algumas das matérias-primas das alianças produzidas pelos egípcios e, no caso da mulher, o anel simbolizava que ela teria direito sobre as posses de seu marido. Os romanos foram os primeiros que colocaram uma dose extra de romantismo na história das alianças. Para eles, os aneis não apenas simbolizavam o matrimônio, mas sim que a mulher tinha destrancado as portas do coração do seu marido. Por isso, era comum entregar uma chave junto com o anel de noivado para sua amada. Inclusive, foi em Roma que se consagrou o uso da aliança, exatamente como conhecemos hoje: no dedo anelar da mão esquerda. Segundo os romanos, é o dedo que possui uma veia que está conectada diretamente ao coração – conhecida como vena amoris.

Nos países asiáticos, há milhares de anos, o anel era uma espécie de quebra-cabeça que se desmancharia totalmente caso a mulher quisesse retirá-lo durante uma longa viagem do marido, por exemplo. Em todos esses casos, apenas a noiva deveria usar o anel de casamento. Os homens só passaram a usar alianças a partir do século 20, especialmente na época da Segunda Guerra Mundial. Como muitos deles partiram para os campos de batalha e não sabiam se um dia reencontrariam seu grande amor, seria uma maneira de carregá-las para onde quer que fossem. Abaixo, reunimos algumas das particularidades nos costumes de cada país:

The Knot
The Knot

Estados Unidos: Geralmente, o noivo presenteia a mulher com um anel de noivado com uma pedra de diamante ao pedi-la em casamento. Apenas depois da cerimônia religiosa é que eles passam a utilizar as tradicionais alianças douradas.

Colômbia: Uma tradição muito particular no país é que nenhuma das joias, seja alianças ou anel de noivado, pode ter uma pérola. Os colombianos acreditam que a pedra traz má sorte ao relacionamento.

Irlanda: Existe um tipo específico de aliança, muito tradicional entre os irlandeses, chamado de claddagh. Segundo a história, tudo aconteceu há mais de 300 anos, quando Richard Joyce saiu de Claddagh, na costa oeste da Irlanda, a bordo de um navio pesqueiro. Ele se casaria na mesma semana, mas o navio foi capturado por piratas e os tripulantes foram vendidos como escravos. Richard se tornou escravo de um ourives turco e, durante esse período, ele nunca esqueceu seu amor e fez para ela o seu primeiro claddagh. Após muitos anos, ele voltou para seu país e pediu sua mão em casamento. É uma joia de ouro amarelo que possui um coração com uma coroa e, para simbolizar o casamento, ele também é usado na mão esquerda. Caso ele esteja na mão direita, há dois significados possíveis: com a coroa virada para dentro, a pessoa está disponível; se estiver com a coroa virada para fora, significa que está comprometida.

Divulgação
Divulgação

Irã: No país asiático, as alianças podem ser utilizadas em qualquer dedo do lado esquerdo ou no dedo anelar da mão direita. No entanto, não é considerado como um símbolo do matrimônio, como na maioria dos outros países.

Sri Lanka: É um dos poucos países em que os noivos usam as alianças de maneiras diferentes: o homem usa o anel de casamento em qualquer dedo na mão direita, enquanto a mulher usa sempre no dedo anelar da mão esquerda.

Índia: Entre os hindus, é comum que os homens utilizem a aliança na mão direita e as mulheres na mão esquerda. Outro costume em algumas regiões do país é o uso de aneis no segundo dedo dos pés da noiva, chamados de bichyia. Eles são utilizados apenas pelas mulheres casadas e, na maioria das vezes, junto com o anel de noivado na mãos. É um antigo costume indiano: uma vez casada, a mulher nunca mais poderá retirá-los. Os bichyia podem ser utilizados em pares ou em conjuntos para todos os dedos do pé, exceto o mínimo. Outro detalhe é que eles não podem ser feitos de ouro, pois os hindus não utilizam o metal em nenhuma região do corpo abaixo da cintura.

Michelle Moran
Michelle Moran

Alianças de casamento na mão direita. É isso mesmo?

Exatamente. Alguns países mantêm praticamente os mesmos costumes dos noivos brasileiros, apenas com uma sutil diferença. Ao invés de colocar as alianças na mão esquerda, como estamos já acostumados, é exatamente o contrário: anel dourado na mão direita quer dizer “sou casado”. Essa tradição é comum em países como Espanha, Noruega, Alemanha, Irã, Bulgária, Grécia, Geórgia, Ucrânia, Polônia, Áustria, Hungria, Holanda, Noruega, Dinamarca e Venezuela. A explicação para esse costume de maneira invertida vem exatamente da conotação do lado esquerdo: de que estaria relacionado à má sorte dos noivos, por isso alguns países adotaram a mão direita. A tradição de usar as alianças na mão esquerda é comum não apenas no Brasil, mas em diversos outros países como Inglaterra, Estados Unidos, Irlanda, Eslovênia, Suécia, Itália, Turquia, Egito, Jordânia, México, Austrália, Canadá e Nova Zelândia.

Tips For Bride

Aliança dupla em ouro amarelo e ouro branco: Preferida dos noivos

Há alguns anos, o ouro branco era algo exclusivo para alianças comemorativas: para celebrar os 25 anos de casados – também conhecidos como as famosas bodas de prata. Na ocasião, como dita a tradição, as alianças originais do casamento são substituídas por modelos em ouro branco ou alianças duplas com as duas tonalidades do ouro. Hoje em dia, as regras estão mais flexíveis e os aneis do matrimônio vão além do tradicional ouro amarelo. Um dos modelos preferidos das noivas têm sido justamente a aliança dupla em ouro amarelo e branco, como se fosse dois aneis juntos, com detalhes em diamantes ou lisas. Praticamente todas as joalherias já aderiram à moda e oferecem diversos modelos dentro da proposta de unir dois arcos numa única aliança.

Vivara / Monte Carlo
Vivara / Monte Carlo

Além de ser charmosa, a aliança dupla possibilita uma série de detalhes especiais para a versão feminina, como os diamantes: seja cravejados ao longo de todo o anel ou apenas como um detalhe de pingo de luz. A mistura entre as duas tonalidades do ouro também permite mais ousadia e criatividade, com um design mais clássico e linhas retas ou com detalhes arredondados, num estilo mais moderno. O friso entre o ouro amarelo e branco é bem característico desse modelo, marcando a separação física entre as duas alianças, mas mantendo-as unidas.

Monte Carlo / Vivara
Monte Carlo / Vivara

Escolher entre a aliança tradicional, apenas com ouro amarelo, e o modelo duplo, também com ouro branco é uma questão extremamente particular. Muitos casais optam pelo modelo duplo por trazer mais modernidade a um símbolo que já perdura por séculos. Para as mulheres, além de ficar muito charmoso, ainda funciona super bem se combinado com anel de noivado ou meia-alianças, por exemplo.

Vivara / Monte Carlo
Vivara / Monte Carlo
Tips For Bride

Histórias de amor: O pedido de casamento de Marta e Robson

Robson entrou em contato com a gente com bastante antecedência. Logo na primeira reunião, mostrou ser uma pessoa extremamente divertida e apaixonada. Ele nos contava com muito carinho sobre seus longos anos de relacionamento, sobre as mesmas ideologias e a importância de organizarmos algo realmente surpreendente, já que sua namorada era extremamente esperta e desconfiada. Foram alguns encontros, muitas conversas para chegarmos no pedido ideal.

“Tudo começou dia 26/08/2006, em uma casa de Shows (Estância Alto da Serra – São Bernardo do Campo). Eu era participante de um grupo de dança e ele foi curtir o show da banda de rap “Ao Cubo”. Nossa apresentação era de street dance, porém eu esqueci de levar um boné, que fazia parte do figurino. Avistei o Robson de longe com um boné, ele estava conversando com meu cunhado:  -Cunhado, pede o boné do seu amigo emprestado por favor? Ele respondeu: Pede você! Arrisquei: Oi, me empresta seu boné? Ele respondeu: Lógico que empresto! De lá pra cá, nos conhecemos melhor, nos aproximamos. Ele passou a frequentar a igreja que eu ia, então a amizade foi inevitável!” – noiva Marta.

“O namoro demorou um pouco a acontecer, pois muitas coisas aconteceram no meio do caminho. Somos cristãos e em nossa igreja oramos juntos antes de começar a namorar (sem ficar!), o que aumentava cada vez mais a expectativa! Até que aconteceu, ufa! Meus pais aprovaram e começamos a namorar em 10/03/2011. Nosso relacionamento é bastante tranquilo, a gente se diverte muito juntos, somos parceiros para tudo e procuramos ter o respeito e a confiança como base. Mesmo nas “brigas”, sempre tomamos cuidado para não dizer algo que possamos nos arrepender depois. Falamos bastante sobre casamento! Temos o cuidado de viver conforme a palavra de Deus, então estudamos muito sobre o assunto, analisamos casais a nossa volta – mas acredito que nada como viver na pele para saber o que é o casamento de verdade. Sabemos que não é fácil, mas acredito que a escolha de amar todos os dias, mesmo com rotina, filhos, stress, finanças, é fundamental… Saber que temos diferenças, temos nosso espaço e manter o respeito sempre. Eu não esperava ser pedida em casamento agora. Foi realmente uma surpresa pra mim. Ainda estou digerindo este meu novo “status”! Pensava em várias formas que ela poderia fazer o pedido, mas nada muito concreto. A única coisa que eu sempre quis é que fosse particular. Somente nós dois! Nunca fui muito a chegada a festança de noivado. Realmente, ele me encantou!” – noiva Marta 

pedido-casamento-surpresa-marta-robson-3 pedido-casamento-surpresa-marta-robson-4

Durante algumas conversas com o Robson, ele nos informou que gostaria de contratar uma Ferrari para esse momento. Perguntamos para ele se eles tinham alguma história com esse carro ou se era uma paixão dela. A resposta foi: Não, a Ferrari é pra mim mesmo, queria andar em uma Ferrari.  Então mostramos que este momento deveria ser especial para ela. Foi aí que optamos por incluir no pedido um passeio em uma limusine, porém ele sempre salientou que ela era muito esperta. Não poderíamos correr o risco dela desconfiar – e como não é todo dia que você anda em um carro desses, recomendamos que o pedido fosse de uma forma que não fugisse muito do cotidiano do casal. O dia escolhido foi em uma aniversário de namoro e eles saíram para jantar em comemoração a essa data. Na chegada deles, simulamos uma ação da marca da limusine com o restaurante oferecendo um passeio. Essa ação também foi a desculpa para que estivessem pessoas filmando.

“Ah, o pedido… Mesmo antes de casar, nós comemorávamos o dia 26 de agosto. Ficou marcada em nossa relação mais até do que o aniversário de namoro e ele a escolheu pra me pedir em casamento, me levou num restaurante para jantar (como sempre fazemos nesta data) e quando chegamos (Praça São Lourenço – SP), havia uma limusine parada na frente, vários fotógrafos e filmagens. Ele falou: Está tendo casamento no restaurante! Eu fiquei brava na hora: Mas você não fez reservas? Ele me disse que devia ter um lugar reservado aos demais clientes. Logo na porta, fomos abordados pela funcionária do local falando: vocês gostariam de participar de uma ação para a ”Paris Vegas”? Eu olhei na limusine e este nome estava estampado. O Robson respondeu: Não obrigado, nós temos reservas. A moça insistiu: Mas temos um convênio com o restaurante hoje, vocês dão uma volta de 15 minutos e depois falam sobre a experiência de andar de limusine, precisamos apenas da autorização de vocês devido a imagem para publicarmos no site. Então, aceitamos dar uma volta e eu estava completamente envolvida na história, empolgadíssima por andar pela primeira vez num carro daquele.” – noiva Marta

O local escolhido para o pedido foi o Parque do Ibirapuera! Ele nos contou que foi um dos primeiros passeio que fizeram juntos. Sugerimos que, antes de fazer o pedido, ele a presenteasse com um boné, já que foi por isso que o destino cruzou a vida deles. Buscamos um modelo exatamente igual ao que ele usava no dia em que se conheceram e bordamos a frase: “Casa Comigo?”.

“Paramos no Parque do Ibirapuera, na entrada da Fonte das Águas Dançantes e já colocaram um microfone na gola da camisa do Robson: Agora você fala sobre a experiência de andar na limusine, só peço que vocês venham me seguindo pra câmera ir gravando. Na minha cabeça ele ia falar primeiro, depois era minha vez… Estava super eufórica, achando que ia sair no site! Quando chegamos no gramado e eu ouvi uma música (PCB – Dependo de Ti – Solo Sax) que marcou muito nossa relação em alguns momentos difíceis que passamos, olhei pra trás e vi várias pétalas de rosas, um buquê e uma caixa de presente… Pronto, caiu a ficha! Ele começou a fazer uma declaração de amor, eu já estava em prantos, não conseguia assimilar mais NADA. Então eu abri a caixa e tinha um boné (assim como na primeira vez) escrito: Casa Comigo? Ele se ajoelhou e abriu uma caixinha branca com um anel. Ai sim fui percebendo que era tudo combinado! Quando voltamos para a limusine, as TVs estavam passando um vídeo lindo de fotos nossas, relembrando tudo que já enfrentamos pra ficar juntos, todas as alegrias, nossas conquistas. Chorei litros e, de verdade, não sei descrever a emoção e a satisfação que senti. Foi muito melhor do que eu imaginei, foi realmente incrível, perfeito” – noiva Marta.

pedido-casamento-surpresa-marta-robson-1

Crédito das fotos: Caio Gimenes
Crédito das fotos: Caio Gimenes

Depois dessa grande emoção o casal finalizou a noite em num jantar no restaurante Praça São Lourenço. Em todos os pedidos pedimos que os noivos dêem seus depoimentos separadamente sobre como foi essa emoção. Nesse pedido, quem acabou se emocionando fomos nós. A Marta com muita ternura e emoção nos abraçou com força agradecendo por proporcionarmos um momento de tanta emoção para eles, que nós recebemos um dom Deus. Mesmo depois do pedido, continuamos tendo uma linda relação de amizade com o casal, e os convidamos para participar de diversas entrevistas para a TV contando a emoção do pedido. Em todas as entrevistas, a Marta carregava o boné e o mostrava com muito carinho. Foi um detalhe muito pequeno, mas com um significado enorme para a história do casal e tivemos mais uma comprovação que são esses detalhes que fazem a diferença. São depoimentos como estes que fazem a diferença e nos fazem nos apaixonarmos cada dia mais em tornar sonhos em realidade.

“O sonho de vocês se tornou o sonho de muitas pessoas ! O trabalho de vocês é o maior incentivo para criação de novas famílias, isso dá muita credibilidade ao amor, vocês trazem vida aos sonhos e às vontades de Deus” – noivo Robson 

Instagram
Instagram

Tips For Bride

Noiva

Planejamento

Cerimônia e Festa

Especial: Interior de SP
Casamentos Reais

Colunistas

Guia de Fornecedores

Tips For Bride Tips For Bride Tips For Bride
Tips For Bride